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Diversos e Livres

Por Ivânia Freitas*

Há tempo de nascer e de morrer. Talvez, esta seja a única certeza que temos. Mas, nesse meio tempo entre nascer e morrer, o que há?

Entre nascer e morrer há vida. Há um jeito de fazer esse percurso, há escolhas.

Entre nascer e morrer a gente caminha criando e desfazendo laços, abrindo e fechando portas, erguendo e derrubando muros.

Uns são desbravadores, abrem passagens para os próximos. Invisíveis ou notados, em silêncio, gritos ou cantorias, há os que se arriscam em abrir veredas para que outros possam passar.

No caminhar da vida, depois do nascimento e antes da morte, há quem, por escolha ou não, caminhe sem companhia longa e os que preferem seguir de mãos dadas.

Há os que andam devagar e os que preferem o passo mais rápido. Há aqueles que se sentam à beira do caminho para se dar tempo.

Para quem corre ou para quem caminha, a verdade é que o tempo não para. Ele segue seu curso e não é para trás. O tempo é uma convenção, uma ilusão fundida entre o nascer e o morrer; uma brecha entre como chegamos nessa dimensão e como partiremos dela.

O tempo de tudo é o agora, a única coisa concreta dessa estrada chamada vida. O tempo nunca anda para trás, nem corre para frente. Ele é sempre o tempo do presente, latente, exigente, potente, pulsante e cambaleante.

Tempo combatente, tempo intermitente, tempo insuficiente. Tempo, tempo, tempo...

Há tempo?



* Doutora em Educação e Professora da UNEB - Campus VII.