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Semana agitada protagonizada por três idiotas (talvez uns mais que outros): Monark, Kim Kataguiri e Adriles. Os dois primeiros defenderam, no episódio 545 do podcast do Flow, a descriminalização do nazismo, a formação legalizada de um partido nazista e o direito do cara ser anti-judeu. Para fazer justiça, é preciso dizer que, aparentemente, o deputado federal defendeu a primeira ideia, enquanto que o apresentador do programa as três (ver aqui e aqui). De fato, existe uma gradação no nível da idiotice.

O tal do Adriles conseguiu ser demitido da Jovem Pan, que, a partir do momento em que se especializou a dar voz a tudo que não presta, é carinhosamente conhecida como “Jovem Klan”. O motivo: o cara encerrou sua participação em um “debate” no canal fazendo um gesto supostamente nazista (ver aqui).

Ocorre que, na base dessas tais “polêmicas”, estaria uma suposta simetria entre nazismo e comunismo, que os três patetas advogam; além de que o argumento liberal deles estaria fundamentado na defesa intransigente à liberdade de expressão. Aqui, eles se sustentam no seguinte pressuposto: a melhor forma de combater uma ideia nociva é dando a ela luz para que a própria pressão social a rechace (ver aqui os esclarecimentos de Kim Kataguiri sobre sua participação no podcast). Acontece que, no Brasil, a lei 7.716/89 afirma que é crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Já o parágrafo primeiro do artigo 20 da referida lei criminaliza a fabricação, a comercialização, a distribuição ou a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilize a cruz suástica para fins de divulgação do nazismo. Se qualquer desses crimes for cometido por intermédio dos meios de comunicação, a pena é de 2 a 5 anos.

Ou seja, no Brasil, o nazismo é crime, porque, dentre outros motivos, ele é uma ideologia essencialmente racista, discriminatória, segregacionista, que prega o ódio e a eliminação das minorias acusadas de serem um perigo a purificação da raça superior (na Alemanha, Hitler chamava essa raça de ariana). O comunismo, ou melhor os comunismos, defendem os valores da igualdade e da solidariedade como fundamentos da justiça, o fim das classes sociais, do Estado e das discriminações e opressões decorrentes das diferenças de raça, gênero, classe e demais marcadores sociais. É, portanto, uma utopia fundamentada no princípio segundo o qual “de cada um de acordo com sua capacidade a cada um de acordo com sua necessidade”.

Para quem se interessa nesse debate sobre liberdade de expressão e as diferenças entre o nazismo e o comunismo, assim como as características que definem o fascismo, a dica da Aroeira sugere assistir aos seguintes vídeos: 1984: Pilares do Fascismo; Como funciona o Fascismo (no Brasil); Adrilles demitido da Jovem Pan por causa de saudação nazista; Caso Monark: Que bobagem é essa de comparar nazismo com comunismo?; Ai, Ai... Lá vamos nós outra vez!.