Imagem/YouTube

Nesta semana, o portal UOL publicou uma reportagem que mostra a possível participação de várias igrejas evangélicas nos atos golpistas de 08/01/23. Segundo o jornalista Aguirre Talento, que leu cerca de mil depoimentos de participantes do evento terrorista, existem indícios de que “igrejas de diversos estados do país bancaram ônibus e organizaram caravanas para o evento”.

“A informação sobre o financiamento por igrejas evangélicas foi citada aos investigadores por pelo menos cinco pessoas, que foram presas pela PF no acampamento montado no quartel-general do Exército. Os depoentes, entretanto, evitaram fornecer detalhes sobre esses financiadores”.

Tendo em vista a gravidade dessas informações (muito embora o apoio de lideranças e de igrejas evangélicas a Bolsonaro não seja novidade alguma), a dica a Aroeira desta semana recomenda assistir ao documentário, recentemente lançado pela BBC News Brasil, “Os profetas do bolsonarismo”.

O documentário mostra a atuação de pastores/as nas redes sociais, mobilizando multidões em favor da intervenção militar, dos ataques aos poderes da República e do retorno de Bolsonaro à presidência. São pastores que não dependem da existência de igrejas físicas para se comunicarem. Não verdade, eles/elas atuam, principalmente, nas redes sociais.

Aliás, a própria dinâmica das redes sociais estimula a radicalização dos discursos, porque assim é mais fácil gerar engajamento e, evidentemente, dinheiro através da monetização dos canais do Youtube. 

Um aspecto comum no discurso dessas lideranças evangélicas é o uso de “profecias” e “revelações”. Fica a dica!